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Você tira dinheiro da empresa "quando sobra"? Pró-labore não é lucro

Organização · Pró-labore · · 3 min de leitura
Ilustração de carteira e cartão separados por linha tracejada
Ilustração: Departamento Financeiro

"Eu tiro quando sobra." É uma das frases mais comuns entre donos de pequenas empresas, e é justamente aí que o caixa começa a sumir sem ninguém perceber.

Pró-labore e lucro não são a mesma coisa

  • Pró-labore é o seu salário como sócio: a remuneração pelo trabalho que você faz na empresa. É um valor fixo, todo mês, e sobre ele incidem INSS e, conforme o valor, Imposto de Renda na fonte.
  • Lucro é o que sobra depois de pagar todas as contas, inclusive o seu pró-labore. E ele só existe de verdade se for apurado.

Por que misturar os dois é um problema

Quando você retira dinheiro "quando sobra", o seu trabalho deixa de aparecer como custo. A empresa parece mais lucrativa do que é, o preço dos produtos e serviços fica calculado sem o seu salário, e você não sabe quanto o negócio realmente custa para rodar.

No fim do mês, a pergunta "a empresa dá lucro?" fica sem resposta, porque as retiradas se misturam com as contas do dia a dia.

O primeiro passo é simples

  1. Defina um valor fixo de pró-labore que o caixa da empresa consiga pagar todo mês.
  2. Respeite esse valor. Retirada extra só depois de apurar o lucro do período.
  3. Coloque o pró-labore no fluxo de caixa como uma despesa fixa, igual ao aluguel e à folha.

Com isso você passa a enxergar o custo real do negócio e consegue responder, com número, quanto pode tirar sem apertar o caixa.

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